Menos de um mês de volta na “blogosfera” e já estou com uma impressão que em geral os blogs têm um complexo de inferioridade. A quantidade de eventos, posts, textos, artigos e afins com o título “Está na hora de blog virar mídia?” me deixam meio desorientado. Mas blog já não é mídia?
Quando eu parei de blogar em 2004, as coisas eram mais simples. Cada um na sua, fazendo seus posts, e tinha público pra todo mundo. Acompanhei como expectador a mudança das coisas por aqui. Quando eu resolvi criar este blog eu sabia exatamente onde estava pisando. E ouvindo o último Braincast ainda vejo os blogueiros querendo que a mídia tradicional os trate de igual para igual.
Será que isso é preciso? Quando a Nokia quis divulgar seu N95, procuraram o Alexandre Ottoni e o Deive Pazos, quando a Kibon quis divulgar o novo picolé, procurou o Antonio “ctrl + C/ctrl + V” Tabet; e vários outros exemplos provam que internet não serve só pra fazer buzz marketing, mas para fazer propaganda direta mesmo. Acho que esse desejo de serem aceitos como mídia é um reflexo. É uma reação, não uma ação. É fruto de um preconceito dos jornalistas que não conseguem acompanhar o ritmo dos blogs, e quando criam o seu, são meramente replicadores de notícias do jornal impresso, não criadores de conteúdo.
Até porque, pare e pense: você não deixou de ler um blog só porque viu um post pago, assim como não deixou de assistir o Milton Neves só porque ele fez propaganda de lamina de barbear, ou câmera digital.
10 Maio, 2008 às 1:42 am
Não é difícil imaginar que existemvirais muito mais sutis por aí, e nã há nada errado nisso!
abs
10 Maio, 2008 às 12:23 pm
Antonio “ctrl + C/ctrl + V” Tabet foi ótima
rsrsrsrs
11 Maio, 2008 às 2:57 pm
Isso só prova minha teoria que sempre dá pra ganhar um dinheirinho com internet…
23 Junho, 2008 às 7:11 pm
Excelente reflexão.
De fato. Você tem razão. Sem dúvida existe muito conteúdo em blogs. E existem muitos blogs bons que focam no conteúdo próprio. É a essência do blog, hã? Como também existem blogs que não possuem conteúdo próprio. Cada um tem uma visão e existe essa liberdade. Mas o simples fato de expor conteúdo próprio, pelo menos pra mim, é uma grande virtude.
Uma vez o Rev. Peterson comentou comigo dizendo que deveria existir essa categoria “post”, como existe a dissertação, e narrativa e outros tipos de redação. Pelo menos na prática, isso já existe há muito tempo.
Grande abraço.