Nos aceite como mídia!!! Nós também temos know-how!!!
Menos de um mês de volta na “blogosfera” e já estou com uma impressão que em geral os blogs têm um complexo de inferioridade. A quantidade de eventos, posts, textos, artigos e afins com o título “Está na hora de blog virar mídia?” me deixam meio desorientado. Mas blog já não é mídia?
Quando eu parei de blogar em 2004, as coisas eram mais simples. Cada um na sua, fazendo seus posts, e tinha público pra todo mundo. Acompanhei como expectador a mudança das coisas por aqui. Quando eu resolvi criar este blog eu sabia exatamente onde estava pisando. E ouvindo o último Braincast ainda vejo os blogueiros querendo que a mídia tradicional os trate de igual para igual.
Será que isso é preciso? Quando a Nokia quis divulgar seu N95, procuraram o Alexandre Ottoni e o Deive Pazos, quando a Kibon quis divulgar o novo picolé, procurou o Antonio “ctrl + C/ctrl + V” Tabet; e vários outros exemplos provam que internet não serve só pra fazer buzz marketing, mas para fazer propaganda direta mesmo. Acho que esse desejo de serem aceitos como mídia é um reflexo. É uma reação, não uma ação. É fruto de um preconceito dos jornalistas que não conseguem acompanhar o ritmo dos blogs, e quando criam o seu, são meramente replicadores de notícias do jornal impresso, não criadores de conteúdo.
Até porque, pare e pense: você não deixou de ler um blog só porque viu um post pago, assim como não deixou de assistir o Milton Neves só porque ele fez propaganda de lamina de barbear, ou câmera digital.
Arquivado em: divagações, inutilidades
Não é difícil imaginar que existemvirais muito mais sutis por aí, e nã há nada errado nisso!
abs
Antonio “ctrl + C/ctrl + V” Tabet foi ótima
rsrsrsrs
Isso só prova minha teoria que sempre dá pra ganhar um dinheirinho com internet…
Excelente reflexão.
De fato. Você tem razão. Sem dúvida existe muito conteúdo em blogs. E existem muitos blogs bons que focam no conteúdo próprio. É a essência do blog, hã? Como também existem blogs que não possuem conteúdo próprio. Cada um tem uma visão e existe essa liberdade. Mas o simples fato de expor conteúdo próprio, pelo menos pra mim, é uma grande virtude.
Uma vez o Rev. Peterson comentou comigo dizendo que deveria existir essa categoria “post”, como existe a dissertação, e narrativa e outros tipos de redação. Pelo menos na prática, isso já existe há muito tempo.
Grande abraço.