Agente 86

29 Junho, 2008

Ainda me lembro quando eu era garoto, e vi o seriado Agente 86 pela primeira vez. Meu pai gritou lá da sala “Wallace, vem ver!!!”. Fui correndo e acabei sendo apresentado a um dos personagens mais carismáticos da TV dos anos 70/80: Maxwell Smart. “Um agente do governo muito atrapalhado, aprontando todas em altas confusões, para deter uma galera do barulho”, como diria o Narrador da Sessão da Tarde. Brincadeiras a parte, o personagem era uma sátira dos personagens clássicos de ação/espionagem do cinema, exatamente o que o injustiçado “Jhonny Johnny English” fez recentemente.

Depois de muito anos, conheci o ator Steve Carrel como o estranho gerente Michael Scott, e virei fã do cara, tanto pelo talento como pelo fato de que ao ver a versão “US and A” do seriado britânico “The Office”, eu ter identificado algumas pessoas com quem eu trabalhei. The Office explora de forma muito escrachada o dia a dia de um escritório comercial (assunto que já deveria ter rendido um seriado há muito tempo).

Dito isso, quando li, há cerca de 1 ano, a notícia de que fariam o filme do seriado Agente 86, fiquei feliz pela nostalgia que me trouxe, mas preocupado pois adaptações modernas de clássicos dos 70/80 são sempre um perigo (taí “Perdidos no Espaço” que não me deixa mentir). Meu medo era que a escolha de Steve fosse mais pela semelhança física com o ator Don Adams.

Agora, depois de ter assistido o filme, fiquei tranqüilo ao ver uma comédia leve, despretensiosa, competente, muito bem dirigida, e que consegue fazer você rir do início ao fim.

Claro que o elenco de apoio ajuda bastante. Dwaine “Scorpion King” Johnson, embora ainda estereotipado como uma montanha de músculos, está aos poucos mostrando para o mundo que é um ator de verdade. A linda e talentosa Anne Hathaway dispensa apresentações (“O Diário da Princesa” e “O Diabo Veste Prada”, são filmes bem mulherzinha, mas valem a pena ver), Alan Arkin usa toda a sua experiência para encarnar o “chefe”, mas quem brilha, com certeza, é Steve Carrel. O ator interpreta com perfeição o agente atrapalhado, conquista a simpatia do expectador logo nas primeiras cenas (e o que é melhor, tendo a maturidade de não querer reinventar o personagem como Steve Martin tentou com o Inspetor Closeau, mas respeitando os traços e comportamentos do personagem caracterizado por Don Adams) e mostra tudo que não pôde mostrar no fraco “A Volta do Todo Poderoso”.

O roteiro é simples, como em toda comédia, mas infelizmente chega a ser pobre em alguns momentos, pois conta com algumas piadinhas já vistas antes (personagens pendurados numa corda que erram a janela e batem na parede, personagem esbarrando sem querer em algo e causando uma mini-catástrofe a sua volta, personagem pegar uma arma para surpreender o vilão e se atrapalhar, etc).

O filme se passa antes de todas as aventuras do clássico seriado, e apresenta o agente Maxwell Smart em sua primeira missão como agente de campo da CONTROLE, com o objetivo de deter um líder da organização terrorista KAOS. Algumas piadas soam americanas demais, principalmente as do vilão, mas o público médio do seriado vai gostar das dezenas de referencias, tendo como auge a cena em que Maxwel pega um carro e um terno usados na época do seriado para continuar em sua aventura.

O que atrapalhou (e muito) é que, conforme já alertado pelo pessoal do Cinema com Rapadura, o trailer já mostra muitas cenas engraçadas do filme, algumas desnecessariamente, estragando algumas boas surpresas. Enfim, não é a melhor comédia dos últimos tempos, mas tem potencial para render uma continuação, e passa por cima das comédias-sátiras-pastelão-iguais que inundaram a indústria nos últimos anos. Esse sim valeu meu ingresso!!! :)

 

Para saber mais:

Almanaque Virtual – Almanaque Virtual Agente 86

RapaduraCast #42  - Trailers

Omelete – Especial Agente 86

 

 

 

 

 

 

 


Tunando o corpo

27 Junho, 2008

Uma colega de trabalho estava exibindo toda serelepe a tatuagem que fez no pescoço. Segundo ela é a quarta. Não perguntei onde ficam as outras pois isso poderia gerar uma situação constrangedora…

Acho que sou conservador demais para gostar desse negócio de “tunar” o corpo. Como diria Will Smith, eu não tenho piercing porque estou satisfeito com a quantidade de orifícios no meu corpo.

Mas tatuagem é algo que eu já até pensei um dia. Principalmente quando eu tocava numa banda de rock (não sei se há relação de causa e efeito, mas é verdade). Mas meu problema não era nem o local da tatuagem, pois seria na parte interna do bíceps, mas sim o desenho mesmo. Tive um vizinho que tinha um sorvete tatuado no peito. Isso mesmo, uma casquinha de sorvete, com duas bolinhas de morango, na altura em que ficam os escudos dos times de futebol. Ele sempre dizia que tinha se arrependido, pois fez muito novo, e enjoou do desenho. Tinha o maior medo que acontecesse o mesmo comigo. Que eu escolhesse um desenho que me agradasse na hora e depois de alguns anos eu me arrependesse.

Uma vez cheguei a entrar num estúdio e perguntei qual desenho o tatuador achava que tinha a minha cara. Ele me deu uma pasta com dezenas desenhos. Não ajudou muito.

Por isso percebi que esse papo de tatuagem não é pra mim. Pra alguém que levou 20 minutos hoje só para decidir se comia presunto ou queijo, essa não é das tarefas mais fáceis…


Feed-se!

24 Junho, 2008

Vocês sabem que o que eu mais prezo no meu blog é o conteúdo próprio. Sempre detestei plágio, e não vou mudar por causa de uma matéria legal que vi por aí, até porque se fosse por isso, já teria plagiado muita coisa… Mas enfim, li a Feed-se desse mês e está fantástica! Dentre as matérias, está uma engraçadíssima da Nospheratt, com 41 dicas de relacionamentos, por Homer Simpsom! Leiam e conheçam a revista!

 

Mulheres

1 – Vocês sabem, meninos, uma mulher é muito parecida com um reator nuclear. Você só precisa ler o manual de instruções e apertar o botão certo.

2 – Filho, uma mulher é como uma cerveja. Elas cheiram bem, têm boa aparência, você pisotearia sua própria mãe somente para conseguir uma! Mas você não consegue ficar só com uma. Você quer beber outra mulher!

3 – Uma mulher é muito parecida com um refrigerador. 1,80 de altura, 150 quilos… ela faz

gelo.

4 – Quando se trata de elogios, as mulheres são vorazes monstros chupadores de sangue que sempre querem mais… mais… mais! E se você lhes dá elogios, receberá muito em troca.

 

Sexo

5 – Acontece que eu só vi este filme duas vezes antes e eu vi você todas as noites durante os últimos onze an… ahã. O que eu quero dizer é… Nós nos abraçaremos amanhã, querida. Eu

prometo.

6 – Marge, mande as crianças para a casa dos vizinhos. Estou indo para casa carregado!

7 – Estou indo para o banco traseiro do meu carro, com a mulher que eu amo, e não voltarei nos próximos 10 minutos!

 

Comunicação

8 – O problema do mundo hoje em dia é a comunicação. Demasiada comunicação.

Como explicar e justificar seus atos

9 – Marge, são necessárias duas pessoas para mentir – uma para mentir e uma para ouvir.

10 – Marge: Homer, quanto você acaba de dar para aquele homem!?

- Homer: Calma, Marge, são apenas as economias de nossa vida. Não vou ir à falência por causa disso.

11 – Primeiro você não quer que eu compre o pônei, depois você quer que eu o devolva. Decida-se!

12 – Mas Marge, eu juro, eu nunca pensei que você descobriria!

 

Como entender sua mulher

13 – Quando uma mulher diz que não há nada errado, isso significa que tudo está errado. E quando uma mulher diz que tudo está errado, isso significa que tudo está errado! E quando uma mulher diz que alguma coisa não tem graça nenhuma, é melhor que você não ria!

14 – Marge, o que há de errado? Você está com fome? Com sono? Flatulenta? Flatulenta? São gases? São gases, não é?

15 – Marge, porque você está chorando? Você não está sentindo nenhuma dor física, a única dor que um homem é capaz de entender.

16 – (Diz às crianças) Sua mãe parece realmente aborrecida. é melhor que eu vá falar com ela – durante os comerciais.

 

Como se fazer entender:

17 – Marge, só porque eu não ouço seus problemas não significa que eu não me importo com eles.

18 – Marge, concordo com você – em teoria. Em teoria, o comunismo funciona. Em teoria.

19 – Simplesmente fique sentada durante esta reunião da Associação Nacional dos Rifles, Marge; e se mesmo assim você não achar que armas são ótimas, então discutiremos um pouco mais.

 

Ponto de Vista Masculino

Sobre a cozinha:

20 – Marge, são 3 da manhã. Você não deveria estar assando comida?

21 – Marge, sua cozinha só tem dois movimentos: Sacudir e Assar.

 

Sobre quem manda:

22 – (Diz às crianças) Lembrem-se, nunca tenham medo de viver perigosamente… Agora vamos para casa, antes que sua mãe nos mate.

23 – Marge, você ser policial faz de você o homem! O que faz de mim a mulher… e eu não tenho interesse nisso, exceto em ocasionalmente vestir sua roupa de baixo; o que conforme nós discutimos, é estritamente uma questão de conforto.

 

Sobre a maternidade:

24 – Oh, querida, você não é a pior mãe do mundo. Lembra daquela mulher do freezer, na Georgia?

 

Sobre o amor recíproco:

25 – Não seja ridículo, minha esposa venera o chão em que eu piso.

26 – Ah, doce pena. O que teria sido da minha vida amorosa sem pena?

 

Sobre o Casamento:

27 – O casamento é como um caixão e cada filho é mais um prego.

 

Declarações de Amor e Admiração

28 – Eu não sei o que lhe dizer, Marge! Eu não penso sobre coisas. Quer dizer, eu respeito quem pensa, mas… Eu só tento fazer com que o dia não seja um desastre até que eu possa me arrastar de volta para você.

29 – Minha esposa não é um cigarro de maconha para ser compartilhado por aí! Eu fiz um voto no dia do nosso casamento de ser egoísta e tê-la só para mim, durante a vida toda.

30 – Marge, eu vou sentir tanta saudade de você. E não é só por causa do sexo! Também é por  causa da preparação de comida.

 

Você é tão inteligente!

31 – Marge, você é bonita como a Princesa Leia e inteligente como o Yoda.

32 – (Diz ao Bart) Você não conseguiria enganar sua mãe no dia mais enganável da sua vida, nem que você tivesse uma máquina elétrica de enganar.

 

Soluções Práticas

Para a culpa:

33 – Você não pode continuar se culpando, Marge. Culpe-se uma vez só e continue com sua vida.

 

Para não mentir ao seu companheiro/a:

34 – Eu não vou mentir para você, Marge. Até logo! (E vai embora)

 

Para não ser obrigado a fazer o que você não quer:

35 – Oh não, você não vai me levar para a pista de dança. Não tente me obrigar. Caso contrário, Deus me ajude, eu lhe darei aquele divórcio.

 

Para a frustração da esposa:

36 – Marge: Estou cansada de ficar encerrada nesta casa o dia inteiro.

- Homer: Abra uma janela.

 

Para a divisão de tarefas domésticas:

37 – Eu lavarei os pratos quando eu tirar essa tarefa do “chapéu de tarefas” e não for somente para

praticar. (Tira do chapéu um papel que diz “lavar os pratos”) Viu, aí está. Mas eu estava só praticando. O sistema funciona!

 

Para o alcoolismo:

38 – Marge, descobri uma alternativa para que eu não tenha que desistir da cerveja. Basicamente, nós nos tornaremos uma família de acrobatas viajantes!

 

Para as discussões sobre a TV:

39 – Sempre que a Marge começa a assistir a um de seus programas “não-violentos”, eu saio para dar uma caminhada. Vou a um bar, tomo algumas, e então volto para casa cheio de amor para dar…

 

Para administrar sentimentos negativos:

40 – Sim, querida… Simplesmente aperte sua ira até que ela se transforme em uma pequena e amarga bolinha, e então solte-a no momento apropriado, como aquele dia em que eu atingi o juiz com uma garrafa de whisky.

 

Para invasões de alienígenas:

41 – Por favor, não me coma! Tenho esposa e filhos! COMA ELES!


Filmes que você também viu…

23 Junho, 2008

Alguns filmes que têm umas cenas ridículas, que querem fazer a gente ver e pensar “uau, q isso!!”, ou “putz, esse cara é um herói! que astúcia”, mas que fazem é a gente rir e debochar. Tem uma que é ridícula:

Filme: Braddock ? (não lembro qual)

Cenário: Vietnam

Bradock foi pego de refém pelos vietcongues e está amarrado de cabeça pra baixo numa árvore. Aí chega o japa (eu sei que é vietcongue):

- Bradock…vamos ver do q você é feito! Suzuki! (o nome certamente era outro) Traga o saco!

Aí vem um soldado com um saco de pano e uma ratazana faminta. O japa mete o saco na cabeça do Bradock com a ratazana junto e amarra no pescoço dele. Aí o Bradock começa a se debater, como se estivesse lutando com a ratazana (só com a cabeça, porque ele está de cabeça pra baixo e amarrado). De repente ele fica imóvel e começa a escorrer sangue do saco.

- Hiunday! (o nome também não era esse) Tire o saco da cara dele, vamos ver como ele ficou deformado haha!

Momento de tensão. Quando o japa tira o saco da cara dele, a câmera dá um zoom rápido na cara do Bradock (daqueles que parece que faz “tchan!”), que está olhando pro japa de rabo de olho e com a ratazana morta entre os dentes!

Sem comentários… Deixa eu ir trabalhar…


Fim dos Tempos

21 Junho, 2008

O diretor tenta dar uma revitaliza na sua carreira ao chamar atores com quem ainda não tinha trabalhado, como o excelente Mark Whalberg (que conheci como o amigo-problema de Leonardo di Caprio, mas me conquistou como o vocalista Cris Cole, de “Rock Star”), e aproveitar um tema que anda tanto na moda: ecologia. No longa a natureza (ou a mãe-natureza se você preferir) se vinga da humanidade disseminando uma toxina que provoca o desejo de suicídio. E só.

As pessoas vão se suicidando aos poucos, e quem ainda não foi infectado fica sem entender nada.

O problema do filme é que ele vai sendo conduzido como um filme de surpense/terror. O zoom da câmera nos atores, a trilha sonora, o clima criado pelas cenas, quando na verdade o filme é uma forma do diretor aproveitar a onda da sustentabilidade e preocupação com a natureza para se redimir de seus últimos fracassos cinematográficos. O resultado é um filme tenso, mas pouco consistente, onde as boas cenas são mérito de um elenco muito bem escolhido. E mesmo assim algumas cenas se mostram inúteis, como o patético momento em que Mark Whalberg, um professor de ciências, conversa com uma planta (acredite se quiser). Enfim, o filme é razoável, mas é daqueles que eu veria na TV, mas não valeu meu ingresso. Como filme-alerta-ecológico é melhor que o Mad Max dos mares, mas não bom o suficiente para eu colocar minhas fichas no Shyamalan.


Comentário engraçaralho do dia:

20 Junho, 2008

“O Robinho deveria mudar de esporte e ir pro triatlo. Ele corre, pedala, e nada, nada, nada…”

José Simão