Como Nascem os Deuses…

29 Novembro, 2008
Are you experienced?

Are you experienced?

Junho de 1967. O trio “Jimi Hendrix Experience” está terminando um show histórico no Monterrey Pop Festival. Após a dura tarefa de suceder o The Who no palco, o trio surpreende com repertório e performance sensacionais. Mesmo já tendo conquistado o público com seu talento e carisma, o vocalista e lider Jimi Hendrix diz a todos:

“Eu gostaria de sentar aqui e ficar agradecendo a noite toda. Mas não posso fazer isso. Então vou sacrificar algo que eu realmente amo. E não pensem que eu sou um bobo fazendo isso, porque eu não acho que eu esteja perdendo a cabeça… Hoje, essa é a coisa certa a se fazer”

Certíssima. Na seqüência, o grupo executa “Wild Thing”, baladona escrita por Chip Taylor e gravada originalmente pelos “The Troggs”. Ao fim da música, Jimi atira sua guitarra ao chão, com uma voracidade quase animalesca, pega um fluído inflamável e ateia fogo ao que sobrou do instrumento. O público vai ao delírio. E os organizadores do festival (que só incluíram Jimi Hendrix no cast porque Paul McCartney havia pedido) levantam as mãos aos céus, não acreditando no viam. Flagrava-se ali o nascimento quase mitológico do maior guitarrista de todos os tempos. Um gênio que reinventou e esgotou todos os modos de se tocar uma guitarra. Um ícone reverenciado e imitado até hoje. E ele tinha apenas 25 anos…

“Thank you. Goodbye. Peace.”

Últimas palavras proferidas por Jimi Hendrix perante uma platéia, em 6 de setembro de 1970 no ‘Love & Peace Festival’ na Ilha de Fehmarn, Alemanha


Festa estranha com gente esquisita…

26 Novembro, 2008

No último dia 22 de novembro aconteceu a tão planejada e esperada festa Blogs on Dance. Essa festa nasceu da vontade de unir pessoas que twittam e blogam com seu público, num ambiente onde não houvesse palestra, conferência, nem nada do tipo. Apenas uma festa.

Para a escolha do repertório, convoquei alguns dos blogueiros e personalidades ligadas à internet que mais admiro: Cris Dias, Nick Ellis, Cardoso, Beto Largman e Mario Abbade. Algumas alterações foram feitas ao longo do caminho, quase trouxe o Fred Fagundes lá do Mato Grosso (do Sul? Eu nunca lembro…), mas o corpo do evento sempre esteve bem definido.

Há vagas

Há vagas

A Egosfera

Muita gente ajudou a divulgar, muita gente não ajudou porque não pôde, muita gente não ajudou porque não quis. E é essa última parcela que me decepcionou. Um blog “famoso-entenda-como-quiser” me disse simplesmente que não podia ajuda a divulgar porque recebe muitos releases de lançamento de CDs de bandas e divulgação de festas, e se divulgasse a #BoD sem receber estaria ferindo a renda do blog… RENDA DO BLOG? Ta brincando comigo, zero-meia? Postar sobre uma designer dinamarquesa de privadas pode, porque é um assunto interessante, postar sobre um vídeo com o hino da blogosfera (cruelmente desprezado pelos blogueiros que mais respeito) pode, mas falar de uma festa que reuniu o público dos blogs e tendo os próprios blogueiros nas carrapetas não podia? Mas esse blogueiro ainda tem meu respeito, porque pelo menos teve cojones para me responder. Acho que muito pior é fazer papel de moleque como um outro, dizendo que vai ajudar e sumindo depois, ainda fingindo que não recebe meu email. Não fez falta, mas perdeu uma boa oportunidade de ter seu nome ao lado de um elogio na mesma frase. E é disso que é feita, ou deveria ser, a blogosfera.

A maior concentração de Adsense por m²

A maior concentração de Adsense por m²

Nem tudo é perfeito 1 – o local

Ao contrário do que me foi dito na assinatura do contrato, a casa não ofereceu um suporte necessário ao bem estar do público. Fiquei decepcionado com a falta de profissionalismo de quem diz ter mais de 10 anos de experiência na noite.

Nem tudo é perfeito 2 – o mea culpa

Já falamos tranquilamente sobre isso, mas acho que devo desculpas públicas ao Cardoso, pois não deu tempo de ele tocar seu set list que eu queria tanto ouvir. Dentre piadas internas (“você sabe que esse negócio de computador não é confiável”) e constatações de oportunidades perdidas (“acho que fui picado por um Sheldon radioativo…”), pude conversar, beber e compartilhar da companhia de um cara que efetivamente é um blogueiro profissional. Ele estava lá o tempo todo, viu como fomos tratados pelos funcionários da casa, me viu correndo pra lá e pra cá, e mesmo assim não se importou em não poder tocar. Fiquei bem constrangido, principalmente pela demora que foi para o evento acontecer, e espero poder reparar o erro em um outro evento no futuro. SIM, haverá outra Blogs on Dance!

As lições aprendidas

Passada a festa, posso dizer que sei com quem contar, como fazer a festa dar mais certo ainda na próxima edição, e como distribuir as responsabilidades com mais eficácia (delegar é uma arte). Fique imensamente feliz ao visitar o Search Twitter no domingo à noite e perceber que no fundo eu era um dos poucos que não tinha gostado da festa como um todo.

Preparem-se, pois criamos um monstro, e pretendemos alimentá-lo…

Melhores momentos

#Cris Dias colocando a vinheta do Brainscast no meio do seu set. É um fanfarrão mesmo…

#Nick plugando seu iPhone, confirmando a previsão do Jovem Nerd

#Cardoso flagrando um momento mágico, tal qual um cinegrafista de Discovery Channel

#Mario Abbade fazendo uma retrospectiva das trilhas sonoras de cinema

E agora, Wallace?

Agora, aguardem. Apenas aguardem, pois 2009 está chegando, e muita coisa nova vai acontecer na minha vida, e isso vai se refletir no blog!

Quem beber, verá!

Adrian, I did it!!!!!!

Adrian, I did it!!!!!!


#Blogs on Dance

24 Novembro, 2008

blogjapanfest1

Eu sou um fanfarrão mesmo…


Desculpa qualquer coisa…

19 Novembro, 2008

Desculpem por ter sumido, mas é que o meu PC está cheio de frescura e não está querendo entrar na internet nem a CARÁLEO!!!

Mas eu estou aí na área, a todo vapor pra festa. De novidade mesmo, só que fui ao dentista para apertar o aparelho e quando eu estava com o sugador na boca(eca!), ele me perguntou de que cor eu ia querer as borrachinhas(acho ridícula essa palavra, “borrachinha”). Mas como eu ia responder com aquele troço enfiado na boca(no bom sentido, é claro)? Respondi quase em latim: “awlqher uwa, ehuos rorwa”, e ele entendeu corretamente, provavelmente pelos anos de prática. Escolheu por mim a cor azul, e quando eu saí do consultório, olhei no espelho da cantina e não acreditei. Era o tom de azul mais ridículo criado pelo homem!!! E a festa está chegando! E eu vou com borrachinha azul pra festa!!!! Que looser…


Grandes Músicos Vivos: Slash!

18 Novembro, 2008

Slash!

No fim da década de 80, com a ascensão do grunge, muita gente achou que o hard rock estava morrendo. Mötley Crue só aparecia nos jornais pelas polêmicas e não pela música, Bon Jovi ainda estava meio sem rumo, e gradativamente as bandas iam perdendo espaço na mídia para Nirvana, Pearl Jam e derivados. Então Axl e cia. jogam nas rádios a música “Sweet Child o´Mine”. O impacto foi imediato, e todos queriam saber quem era o guitarrista que estava por trás daquele riff tão comentado.A figura de Slash sempre foi um pouco misteriosa. Criador de répteis, esse inglês cultiva uma cabeleira de samambaia, e toca sempre com o mesmo tipo de guitarra. Ao vivo não dava um pio. De vez em quando dizia um “thank you” ao público no final do show, e olhe lá. O seu diferencial em relação aos outros guitarristas de sua época é uma coisa muito preciosa e rara. Algo que já nasce com a pessoa, e não se ensina nas aulas de música: feeling. É isso que faz o riff de “Sweet Child o´Mine” ser tão único. É o que faz os solos de “November Rain” serem tão angustiantes. É o que faz com que toda vez que ele toca “Since I don´t have You”, parece que vai cortar os pulsos na sua frente. O seu estilo de tocar pode soar datado hoje, numa época em que ter personalidade é quase crime, e o bacana é fingir ser retro. Porém, mais do que a técnica de Petrucci, do que o dinamismo de Dave Murray, do que a velocidade de Dave Mustaine, mais do que o swing do Santana, é esse feeling que faz dele um guitarrista de verdade. Uma verdadeira lenda viva.


Nasce a Blogs on Dance!

6 Novembro, 2008

Quando comecei a blogar novamente com o Crítica Construtiva, logo pensei em colocar as mangas de fora e atacar de produtor de festas novamente. Tudo começou com uma conversa despretensiosa ao telefone com meu amigo de fé irmão camarada Kosmidis. Dias depois, colei as respostas positivas do Cris Dias, Cardoso, Nick Ellis, Fred Fagundes e Beto Largman num e-mail só e enviei a ele com o assunto: “Criamos um monstro!”.

up_stormtrooperDepois de algumas datas confirmadas e canceladas (inclusive ia acontecer no dia do BlogCamp RJ) e algumas mudanças no front-line, agora teremos a nossa festa tão esperada! Se eu agradecer a todos que deram força e apoiaram a idéia desde o início vou fazer um post gigantesco, então diluirei os agradecimentos post a post. ;)

Uma das coisas mais elogiadas do evento de cara com certeza é a logo do vinil e do mouse fazendo “scracth”. Aquela pérola foi fruto do talento do designer Moreno Lennertz, que foi muito paciente comigo, fazendo mil alterações a todo momento. Confiram o talento dele em seu blog FokinFlyer. Parece que infelizmente ele não poderá ir à festa devido à uma viagem de trabalho. Patrão do Moreno, libera ele aê!!!!

A venda de ingressos já começou, a galera já está twittando sobre a festa, e vocês podem obter todas as informações nesta página!


Agradeço de início:

- ao Jonny Ken, por ter incluído minha vinheta no Decodificando!

- à Rosana Herman, à minha vizinha flamenguista Lívia (porém gente fina!) e ao Kosmidis por terem citado o evento em seus blogs!


Vamos que vamos!