Ainda há espaço para o Faith no More no mainstream?

29 Março, 2009

Recentemente foi noticiada a volta de um dos grupos de rock mais influentes dos últimos anos, o Faith no More. Quase onze anos depois de seu último show (07 de abril de 1998, em Lisboa, Portugal), a banda que disputou a liderança de audiência das FMs com Guns and Roses e Bon Jovi resolve voltar à ativa, pegando o bonde do The Police, Led Zeppelin, Queen, Duran Duran, A-ha, e outros. Mas, ainda existe espaço para o Faith no More no cenário musical de hoje?

 faith_no_more

Você pode até não gostar de Faith no More, mas o fato inquestionável é que a revolução que eles provocaram na música dos anos 90 quase é comparável ao heavy metal britânico do fim dos anos 70. Ao aproximar 2 estilos musicais até então mutuamente intocáveis, o Faith no More foi a gênese do movimento posteriormente conhecido como Nu Metal. Mas o que eles farão hoje musicalmente, se o nu metal está em plena decadência? Até o início dessa primeira década, shows de Limp Bizkit, Korn, Linkin Park, Kid Rock, e os mais agressivos Slipknot sempre eram completamente lotados. Depois de algumas trilhas sonoras para Holywood, o gênero começou a decair em audiência. Hoje, o Linkin Park se viu obrigado a mudar seu estilo, diminuindo os elementos eletrônicos e o rap, e aumentando o rock mais puro. As outras bandas “grandes” do gênero já estão quase que completamente esquecidas, e fazem sucesso apenas internamente no mercado musical dos EUA (e como sabemos bem, fazer sucesso apenas no próprio país é pouco para os padrões norte-americanos).

Não estou curioso para ver o FnM tocando os velhos sucesso ao vivo. Estou curioso para ouvir o que eles irão fazer de novo, se é que vão se animar pra gravar. Uma banda que provocou uma mudança tão profunda no rock de sua época (mesmo que sem querer) ainda tem o que mostrar, mais de uma década depois? Aposto minhas fichas que o som do novo (novo?) Faith no More será algo no estilo Tomahawk ou Fantômas (que este que vos escreve não pôde ver no Claro que é Rock de 2005). Enfim, é esperar pra ver.


Cinco perguntas musicais: Bruno Dulcetti

25 Março, 2009

Hello people! Que bom que a galera gostou da coluna! Podem ter certeza que vou selecionar sempre gente interessante para que vocês conheçam os gostos musicais. Dando continuidade, hoje quem responde as Cinco Perguntas Musicais é o modafoca Bruno Dulcetti. Além de Gerente de Projetos do Videolog.tv, ele é o editor do excelente blog Papo de Bêbado. Dulcetti é o tipo de cara que é vítima da própria competência. Depois de ter se desdobrado pra organizar o ótimo BlogCampRJ, agora ele sabe que a galera só quer ele no comando da edição carioca do evento! Como ele mesmo diria: “Se fode aê, meu nobre”! Foi fazer bem feito, agora vai ter que fazer sempre! :)

 

1 – Você canta ou toca algum instrumento?

Canto, mas quando eu bebo muito fica bizarro, vide carnaval. Toco violão há um pouquinho mais de 10 anos e aprendi na marra, de ouvido, sem aula nenhuma. Sou uma topeira em teoria, mas me viro bem.

Ainda arranho no baixo, bateria e toscamente o teclado/piano. Ah sim, fora o tamborim. =D

 

2 – Você tem um estilo musical favorito?

Gosto de uma porrada, mas o Rock é o preferido. No estilo Pearl Jam, Incubus, Guns, Rappa, etc. Mas gosto de um monte de bandas e estilo variados de rock.

 

3 – Qual o melhor show que você já foi?

Pearl Jam disparado. Depois o Guns no Rock in Rio 3.

 

4 – Qual show você perdeu e gostaria de ter ido?

Incubus no ano passado.

 

5 – Qual artista já falecido que você gostaria de ter assistido ao vivo?

Kurt Cobain, Renato Russo e Bob Marley!


Jack White lança uma nova banda

23 Março, 2009

agua-morta

Sei lá, quando um cara tem uma banda principal e DOIS projetos paralelos, a impressão que eu tenho é que a banda dele não o satisfaz. Ou que de repente a irmã louca dele é tão dominadora que não o deixa inserir na banda a musicalidade que brota de sua verve. Mas enfim, seja qual for o motivo, foi lançada semana passada o single da The Dead Weather, a nova banda de um músico que é considerado (não por mim), um dos gênios do rock contemporâneo. A faixa está disponível na web, já começa a ser elogiada pelo público europeu e honestamente, eu gostei. Soa como algo com mais identidade do que o confuso rock do White Stripes, que tenta ser indie, tenta ser punk, tenta ser moderninho e tenta ser roots ao mesmo tempo. Vamos ver no que dá.


Do meu direito de não gostar de Los Hermanos

22 Março, 2009

Vira e mexe eu gosto de espetar os raruxos (e todo tipo de gente “do-bem-descolada-moderninha-indie”) no twitter e aqui no blog. Isso já causou algum constrangimento em raras  (sem trocadilho) ocasiões, mas geralmente eu não alimento a discussão, porque não acredito que este seja o melhor caminho. Mas anteontem, durante o festival “Just a Fest”, onde eu vi um casal abraçado chorando ouvindo Los Hermanos, confesso que passei a respeitar um pouco mais esse povo. Porque rumores sobre a vinda do MetallicA aqui no patropi no fim do ano me causam um sensação que possivelmente eu vou chorar ouvindo a intro de “Nothing Else Matters”, a primeira música que eu aprendi a tocar na guitarra nesta vida, ou “Welcome Home Sanitarium”, que para minha frustração nunca aprendi a tocar. Mas ainda assim, não trato as pessoas que não gostam da banda como seres inferiores. E é nisso que os fãs dos Los Hermanos (e do Teatro Mágico também) se diferenciam do público de outras bandas.

Todas as vezes que me perguntaram se eu curto Teatro Mágico (ou Los Hermanos) e eu respondi que não, a pessoa que me perguntou abaixou a cabeça e fez um leve sinal de “não” com a cabeça, sabe? Não estou brincando, é sério! Só falta fazer o tsc tsc tsc com a boca. Das raras (dessa vez com trocadilho) vezes que eu insisti no assunto, ouvi que eu não alcancei o que o “poeta” quis dizer, por isso que eu não gostei. Peraí, é sério isso? Então, na cabeça dessa gente, só existem duas alternativas:

 

(     ) ouvi Teatro Mágico/Los Hermanos e entendi, por isso virei fã

(     ) ouvi Teatro Mágico/Los Hermanos e como sou um protozoário, não entendi, por isso não virei fã.

 

Na boa, acho muito cruel essa forma de pensar. É absolutamente impossível ouvir Teatro Mágico/Los Hermanos, entender perfeitamente, e mesmo assim não gostar? A música deles é tipo o toque Divino, a revelação do mistério da vida? O que diabos acontece quando eles tocam ao vivo, hein? O céu se abre, vem uma revoada de anjos, o monstro-espaguete se ajoelha e Budha cai no samba? Eu acho o Amarante um puta compositor, e acho o Camelo um ótimo intérprete. São uma excelente dupla, e funcionam tanto no Cd como ao vivo, mas vocês que me perdoem, eles não são a melhor coisa que apareceu na música brasileira nos últimos 10 anos. Se bobear, não estão nem no top 3. Acho que a maior mágoa dos Los Hermanos é que eles tem 20 fãs que sabem todas as músicas, 50 que só conhecem 3, e 5000 que só conhecem “Anna Julia”, e por isso o objetivo de vida deles desde o segundo CD é se desvencilhar do perigo de se tornar uma one-hit wonder. Na boa? Gente “descolada-moderninha-indie-raruxa-do-bem”, não fodam o meu juízo!

 

Ah, a quem interessar possa, o show do Kraftwerk na sexta feira foi muito bom! Faltaram alguns hit carimbados, mas eu curti. E esse tal de Radiohead é bacaninha sim, vou ouvir mais.


Cinco Perguntas Musicais: Liv Brandão

19 Março, 2009

cpm1Eis que venho com mais um post da série “Cinco Perguntas Musicais”, desta vez com Liv Brandão. É difícil dizer quem é ela, porque se você não sabe é porque provavelmente você tem um péssimo gosto musical. Essa jornalista carioca é fã de boa música, mas isso depende dos seus gostos. Seus twitts e seu blog são obrigatórios pra quem <gerúndio> quer estar atualizado </gerúndio> sobre cultura em geral no Rio. Thanks, Liv!

 

1 – Qual artista/grupo você pode dizer que é fã há mais tempo, e com o que esse artista/grupo te conquistou?

Se o critério é tempo, na certa vou de Beatles e Roberto Carlos, que meus pais ouviam bastante em casa e meu pai tocava muito no violão. Além da memória afetiva, acho que dizer como eu fui conquistada por eles é até fácil: uma é a maior banda do mundo e o outro é o rei :)

 

2 – Você acha que as ações recentes das bandas frente à internet (como o Radiohead disponibilizar o download do seu álbum ao preço que o fã quiser pagar, o Metallica disponibilizar downloads de mp3 dos shows por preços acessíveis no site oficial da banda, dentre outros exemplos) são sinais que em breve a distribuição de mp3 vai deixar de ser “marginalizada”, ou ainda parece que as bandas e gravadoras querem tampar o sol com a peneira?

Minha monografia de conclusão do curso de jornalismo é justamente sobre a ação do Radiohead com o lançamento do In Rainbows e sobre como ela prova que um artista pode sobreviver de sua música sem precisar vender CDs (o formato físico de mídia). A atitude do Metallica só comprova isso… lembra do processo que eles meteram contra o Napster no começo da época? O tempo passou e eles viram que a divulgação de música online não é uma questão de pirataria pura e simples. Se eles, os intransigentes de outrora, mudaram de opinião, imagino que as gravadoras estejam se movimentando para mudar também. Ou isso, ou elas vão à falência.

 

3 – Qual foi o melhor show que você já foi na vida?

O show do Wilco, no Tim Festival de 2005 e o show do Oasis, em São Paulo, em 2006. Duas bandas do meu coração em grandes momentos no palco.

 

4 – Qual o show que você não foi e não se perdoa até hoje por isso?

Na turnê que o Teenage Fanclub fez no Brasil em 2004. Depois de 15 anos de carreira, eles finalmente vieram ao Brasil, mas só tocaram em São Paulo (fizeram 3 shows!) e em Curitiba, ao lado do Pixies, outra banda que eu adoro.Foi a primeira e única vez por aqui, mas eu tinha acabado de fazer 18 anos, não trabalhava, estava sem dinheiro e meus pais não quiseram financiar a aventura.

 

5 – E o que é totalmente dispensável no cenário musical atual pra você?

“Dispensável” não é bem o termo. Tem muita coisa que eu dispenso sem culpa do meu iPod – como, por exemplo, mais da metade das bandinhas do novo rock -, mas que fazem a diferença para alguém. Sou partidária de que tem gosto para tudo e que cada um fique feliz ouvindo o que gosta. Se eu não gostar, que seja longe de mim! :P


Ta chegando a hora…

15 Março, 2009

Os raruxos-indies-descolados-estilosos que me perdoem, mas dane-se o Loser Manos. Fiquei com vontade de ir no Radiohead só por causa do Kraftwerk na abertura. Kraftwerk é um grupo totalmente inovador, atemporal, autêntico, e está a anos-luz à frente do RadioHead no meu conceito musical. Me condeno até hoje por não ter ido vê-los no Tim Festival anos atrás.

kraftwerk-the_mix