”Se a vida começasse agora…”

29 Maio, 2009

“..e mundo fosse nosso de vez!”

rock-in-rio-01

Acaba de ser anunciado no site do RockinRio – Lisboa a próxima edição do evento para o ano que vem, e de quebra, já adianta que haverá um RockinRio no Brasil em 2012. O evento já passou por Madri (ano que vem também haverá um novo festival por lá), e segundo seu idealizador, Roberto Medina, vai chegar a outros países ainda.

(a porcaria do site não tem links separados por postagens. Você tem que entrar e procurar a notícia do dia 19 de maio)

Muita gente faz piada com o fato do evento que leva o nome da cidade do Rio de Janeiro no nome não ser mais realizado aqui. Muita gente acusa o Roberto Medina de não fazer o evento aqui porque não se reelegeu, mas não é tão simples. Um evento da magnitude do RockinRio não se sustenta apenas com os ingressos. É preciso patrocínio, e patrocínio pesado. Estamos falando de marcas nacionais ou multinacionais. E hoje, os grandes investidores, empresas que poderiam injetar grandes quantias de dinheiro num evento desses, não estão mais dispostos a patrocinar um evento que não leve sua marca no nome do evento. Basta fazer uma rápida lista: Oi Noites Cariocas, Coca-Cola Vibezone, Planeta Atlântida, Tim Festival… E em menor escala, as empresas que agora patrocinam uma casa em específico colocam sua marca no nome do estabelecimento, e centralizam seus esforços de Marketing Cultural ali, como Canecão Petrobrás, Vivo Rio, CitibankHall, Credicard Hall e HSBC Arena, dentre outros.

Eu honestamente fico feliz com a volta do RockinRio no Rio. Fui na edição de 2001, assisti as bandas que eu gostava na época, e voltei pra casa bem feliz. Roberto Medina já provou que é um bom negociador, e um empreendedor ousado, e acredito que ele encontrará uma maneira sustentável de trazer o evento para o patropi.


Jagger Roots!

26 Maio, 2009

Mick Jagger está em estúdio gravando com Stephen e Damian Marley, filhos da lenda Bob Marley. Eles estão reunido em Hollywood, Estados Unidos, preparando um CD que contará ainda com a participação do tá-em-todas Bono Vox, e outros astros da música mundial, e cuja renda será revertida para a caridade.

Jagger já gravou com o não menos lendário Peter Tosh o hit “Don’t look back”, e na época, os Rolling Stones levaram Peter Tosh a assinar um contrato com a gravadora Virgin. Isso deu uma grande alavancada na carreira solo de Tosh, interrompida em 11 de setembro de 1987 quando foi assassinado em sua própria casa por 3 homens. É esperar pra ver…

mick-jagger


Morrisey 50 anos!

25 Maio, 2009

Sou da geração que pegou o The Smiths no fim, e teve que se contentar com os restos. Via meus amigos de escola com os CDs pra lá e pra cá, mas nunca me interessei em conhecer a obra do grupo. Ouvi um amigo fazer a infeliz comparação “eles são a Legião Urbana cantando em inglês”, e caí na armadilha do preconceito. Do alto dos meus sábios 14/15 anos achei que fazer qualquer comparação com Legião Urbana seria um sacrilégio, e “decidi” não gostar de The Smiths. Sempre que uma namorada, amigo ou conhecido vinha me oferecer uma oportunidade de ouvi-los eu dizia que não gostava, mesmo sem nunca ter ouvido uma música inteira.

 Aí, anos depois, você está num restaurante fast-food tendo uma big de uma DR na hora do almoço, onde ela não apenas termina o namoro, mas joga na cara todos os defeitos que você tem e os que você não tem (e esses últimos é que são os mais cruéis). Você chora, odeia o mundo, odeia todo mundo por alguns minutos. Depois de alguns dias você está no metrô, voltando do trabalho. Começa a aceitar que ela não vai voltar mesmo, e resolve ouvir um som. Só que as músicas do seu mp3 você já sabe de cor e salteado. Você precisa de novidade. E ao colocar na primeira estação de rádio que pegue, você dá de ouvidos com Suedehead. Putz! Então era isso que ele queria dizer? Uma música que você não precisa ler a letra ou tradução para entender do que se trata. “I’m soooo sorryyyy…”. Um marco.
Tem gente que acha o Morrisey um saco e tem horror ao que ele representa. Não as culpo. Gostar de músicas com tanta carga emocional é, indiretamente, assumir que a gente não é mais criança e que entende a complexidade que é viver.
Ouvi os CDs depois de algum tempo de lançados, e fico com um certo pesar de não tê-lo curtido na adolescência, onde tudo teria sido mais clichê, mas acho que teria sido mais legal.

E foi pra celebrar tudo isso que Morrissey comemorou, nesta última sexta-feira (22), seu aniversário de 50 anos em sua cidade natal. No palco do Manchester Apollo foi aplaudido de pé pelo público que esgotou os ingressos em 15 minutos. Embora um pouco previsível, o show começou com a emocionante “This Charming Man”, dos Smiths. Na seqüência, alguns singles e hits da carreira solo e de sua antiga banda.
Morrissey, estranhamente bem humorado, disse que não era um “cinquentão”: “Eu estou fazendo quarenta e dez”.

 

 

Reed Richards?

Reed Richards?

Fico pensando nessas bandas que voltam do limbo, como Duran Duran (que não vingou novamente apesar do competente “Astronaut”), The Police, Queen e afins. Sou um pouco preconceituoso com esses revivals, mas quer saber? O The Smiths podiam voltar! Os integrantes estão aí, os fãs lotam os shows solo do vocalista, marmanjos de 30 e poucos ainda deixam escapar um sorrisinho besta ao ouvir os primeiros acordes de sua música favorita do grupo. O que falta? Eu iria num show deles, e iria feliz. Se bobear, ainda passo na Saara antes, compro uma pochete preta, boto um jeans surrado e vou com camisa da Legião Urbana.