Comercial de Televisão de Rock Band: The Beatles

31 Agosto, 2009

Muito bonito e totalmente fora-da-caixa o comercial de TV do esperado jogo Rock Band: The Beatles. Com base nas centenas de fotos que foram tiradas no dia, os produtores fizeram uma montagem super charmosa com os integrantes, adicionando uma cena mais do que comum em Londres:

Eu PRECISO desse jogo!


Cinco perguntas musicais: Fred Fagundes

12 Agosto, 2009

5perguntasHello people! Você certamente já ouviu falar do Fred Fagundes. Blogueiro de mão cheia, como você sabe ajudou a criar 2 dos mais visitados blogs da atualidade, hoje está cuidando do seu vôo solo, o “Quem Matou a Tangerina?“. Apesar de dar as caras cada vez menos no twitter, ele respondeu a nossa entrevista com muita prontidão! Vamos lá:

1 – Qual o melhor show que você já foi?

Na verdade, o melhor show que eu fui foi um show que eu não fui. Explico. Em 2001 (ou 2002, não lembro) o Eric Clapton fez um show em Porto Alegre. Eu, mero estudante secundarista, não tinha nem metade do preço do ingresso. A saída foi ir para o apartamento de uma amiga que morava perto do estádio Olímpico, onde foi o espetáculo. Passamos a noite no terraço do prédio fumando um baseado, ouvindo o show e olhando para o nada. Por isso, foi o melhor show da minha vida.
Ano que vem, se Deus quiser, espero que o show do Paul McCartney tome o lugar desse do Eric.

2 – Você canta ou toca algum instrumento?

Nem um nem outro. Gostaria, mas falta disciplina de minha parte.

3 – Como os seus hábitos de consumo de música mudaram com a consolidação da internet, e da distribuição de mp3 através dela?

Mudaram muito. A consolidação da Internet me fez, por exemplo, ver bandas e cantores que eu jamais tinha visto, apenas ouvido. Além disso, o grande barato é você utilizar os sites de busca para encontrar uma música de determinado filme ou comercial. Gosto muito de trilhas sonoras, por isso a Internet acabou sendo uma grande aliada minha.
4 – Qual a melhor trilha sonora que você já ouviu?

Eu gosto muito de Streets Of Philadelphia, do Bruce Springsteen. Destaco também Hollies – He Ain’t Heavy, He’s My Brother. É trilha de Rambo III. Espetacular música.
Se estamos falando de trilha completas, a do Forrest Gump é matadora. As dos filmes dos Irmãos Farrelly também costumam ser ótimas.
5 – Quais foram as bandas que “formaram seu caráter” (pegou, pegou?)?

The Who, Pink Floyd, Elvis Presley, Joe Cocker, Paul Simon, Frank Sinatra, Temptations e, claro, Beatles.

E nóis!


Cinco perguntas musicais: Gabi Bianco!

1 Abril, 2009

Hello people! Nossa entrevistada de hoje é uma paulistana de 20 anos ;) , neta de italianos, apaixonada por animais, nerd assumida, Corinthiana e outra coisas mais! Estamos falando da Gabi Bianco, do ótimo blog Casa da Gabi! Ela é dona de um dos poucos blogs femininos que leio, e isso se deve ao fato de que, na minha modesta opinião, ela consegue blogar sob a ótica feminina sem ser aquele papo previsível “ai zenti, amay o novo site da Melissa!”

Como boa blogueira que é, Gabi tem muito a dizer, e o que postar! Mas, o que ela ouve? Começando com uma pergunta bem cretina, vou tentar desvendar os gostos musicais da Gabi!

 

1 – Me perdoe o trocadilho infame, mas que música (ou estilo musical) é mais ouvido na casa da Gabi?

Em casa rola rock na maior parte do tempo. Gosto de rockão clássico, tipo Rolling Stones, e sou fã de Beatles até a morte. Ultimamente tenho ouvido bandas mais novas, tipo Arcitc Monkeys, Yeah Yeah Yeahs, Franz Ferdinand, Kaiser Chiefs, The Fratellis, Strokes, Klaxons, Scissor Sisters, Killers, Kasabian, Interpol, Ting Tings. E Weezer pra mim é a melhor banda do mundo, por conta da nerdice de todos eles. Pros momentos de mais sossego, ouço Coldplay, Keane, Emilie Simon, Travis. E sou viciada em covers, adoro The Magic Numbers por conta dos covers fofos deles.

 

2 – Você canta, ou toca algum instrumento?

Canto muito mal, sou desafinadíssima. Mas adoro ir em karaokê pagar mico cantando Total Eclipse of the Heart, pela farra mesmo. Tocar, só campainha. E toco os gatos pra fora da cozinha, isso conta? =D

 

3 – Qual foi o seu show inesquecível?

Um dos primeiros que fui. Foi em 94, no Hollywood Rock (ou outro festival da época), teve um dia com Red Hot Chili Peppers e Alice in Chains, que foi bem bacana. No outro dia, foi Nirvana. E esse show determinou o meu gosto pelo rock, eu acho. Os caras chapadíssimos, tocando os grandes sucessos, depois tocando covers nada a ver, aquele rock sujo, o grunge na sua forma mais tranqueira. Eles tocaram um cover do Duran Duran, imagina! E na hora do Smells Like Teen Spirit o Flea subiu no palco com eles! Fui pra casa pilhada, não conseguia dormir. Tinha a sensação de ter visto algo impressionante, mas que não entendia ainda. Aquilo me deixou completamente embasbacada. A morte dele, no ano seguinte, me fez chorar. Mas tá, eu tinha 15 anos. Compreensível, né?

 

4 – Existe alguma música que te traz muitas lembranças boas, e uma que te traz muitas lembranças ruins?

Adoraria se minha vida tivesse trilha sonora! Lembrança triste normalmente é de fim de namoro, né? dor de cotovelo sempre é melhor com canções. Tem uma, do Keane, que é tristíssima e perfeita pra esses momentos, que é We Might as Well Be Strangers. E tem uma que me lembra um amigo de escola que morreu, e que de vez em quando eu lembro com saudade, porque a gente cabulava aula pra ir pro bar e cantava essa música bem alto e desafinando até a alma. A música em si nem é triste, mas a lembrança é agridoce: What´s Up, do 4 Non-blondes. Lembrança boa tenho com musicas dos Beatles, especificamente In My Life, Revolution e Hard Days Night. Me lembram da minha infância, de família. Meus pais eram fãs de Beatles e rolava em casa direto. God Only Knows, dos Beach Boys, é a musiquinha de amor atual. Ah, She´s Like the Rainbow também.

 

5 – Qual o seu Top 5 para uma festa perfeita?

Festa pra mim é pra dançar, então vamos lá. Duas top 5, uma na pegada do rock e a outra do bate-cabelo-vai-até-o-chão:

 

No rock:

Mr Brightside, do The Killers

Golden Skans, do Klaxons, mas na versão do Kaiser Chiefs

Lucid Dreams, do Franz Ferdinand

I Bet You Look Good on the Dance Floor, Arctic Monkeys

Uma do Strokes à sua escolha. Sugiro Room on Fire ou Barely Legal ;)

 

Pra bater cabelo, se jogar na pista e dar vexame:

Pon de Replay, da Rihanna

Superfreak, do Rick James

Music, da Madonna

I Don’t Feel Like Dancing, Scissor Sisters

Whooty, do Eddub


Ta chegando a hora…

15 Março, 2009

Os raruxos-indies-descolados-estilosos que me perdoem, mas dane-se o Loser Manos. Fiquei com vontade de ir no Radiohead só por causa do Kraftwerk na abertura. Kraftwerk é um grupo totalmente inovador, atemporal, autêntico, e está a anos-luz à frente do RadioHead no meu conceito musical. Me condeno até hoje por não ter ido vê-los no Tim Festival anos atrás.

kraftwerk-the_mix


Um dia em Abbey Road

11 Março, 2009

Olha que interessante eu achei no Fester.

abbey-road

Todo mundo sabe que o Abbey Road é o penúltimo e um dos álbuns mais bem sucedidos dos Beatles. A foto da capa, tirada às pressas por Ian Macmillan pois John achava que a banda deveria “estar gravando o disco e não posando pra fotos idiotas”, imortalizou a esquina da rua onde fica o estúdio Abbey Road. A imagem dos 4 rapazes de Liverpool acabou se transformando num ícone da cultura pop, já satirizada e imitada exaustivamente. Transformada em ponto turístico de forma espontânea, a rua recebe milhares de turistas todos os anos. Eu mesmo não tenho dúvidas que vou tirar uma foto no meio da rua lá. Às vezes nós achamos bobo ver um turista tirar foto junto à estátua de Carlos Drummond de Andrade em Copa, ou em frente ao bar Garota de Ipanema, é um fenômeno infeliz, de desvalorizarmos o que temos à mão, e valorizar mais a grama do quintal do vizinho. Abaixo, um vídeo muito interessante sobre como é um dia na Abbey Road:


Plágio ou coincidência?

25 Fevereiro, 2009

Desde sempre no mundo do entretenimento as pessoas ouvem falar de plágio. O plágio, numa definição não-jurídica e pouco ortodoxa, é a completa falta de vergonha na cara, e a suposição prévia que seu consumidor (ou leitor, ou ouvinte, ou fã…) não tem conhecimento suficiente para perceber que você não é o autor daquilo. Lembro bem dos meus tempos de banda de rock, quando um amigo pegou um trecho de uma música do Jethro Tull, acelerou um pouco a batida, e veio me mostrar como se fosse sua obra prima. Quando eu falei “nossa, mas isso parece a música tal do JT, hein?” o pobre ficou branco e gago na hora! Estranho fenômeno…

Mas muita gente famosa já andou dando uma de esperta por aí. O <faustosilva> monstro sagrado do rock nacional </fautosilva> Camisa de Venus então, nem se fala. Pegou “I Believe”, do Buzzcocks e transformou em “O Adventista“. Para desespero da Renata, pegaram Warsaw, do Joy Division (na verdade a música é da época em que a própria banda se chamava Warsaw) e usaram para cantar a letra de “Gothan City“. E para batizar em grande estilo, pegaram “Gimme Shelter“, dos Rolling Stones, de 1969 e usaram para criar “Só o Fim” do início ao fim (pegou? pegou?)!

Uma das maiores bandas dos anos 90, o Nirvana, também usou trechos de outras músicas em seus álbuns. Plagiaram o riff de “Eighties” do Killing Joke, faixa oito do disco “Night Time”, para criar um dos hits mais famosos do Cd “Nevermind”: “Come As You Are“. Repara só se não é apenas uma versão mais lentinha… “Endless, Nameless” então, eles pegara dos Pixies, do álbum “Doolittle”, na música “Dead“. As músicas começam exatamente da mesma forma!

Até mesmo uma das trilhas sonoras mais famosas dos anos 80, do tipo que você reconhece e abre um sorrisão com apenas os 3 primeiros acordes, foi plagiada de “I Want A New Drug“, de Huey Lewis (um dos maiores compositores de trilhas de cinema dos anos 80). Estou falando de “Ghostbusters” do Ray Parker Jr!

Agora, um dos maiores casos de #fail nesse assunto foi quando os Beach Boys copiaram toda a música “Sweet Little Sixteen“, do Chuck Berry sem nenhuma preocupação de descaracterizar para compor “Surfin’ USA“. As mesmas notas, as mesmas passagens, e as mesmas melodias vocais. Quando o escândalo apareceu, os Beach Boys, que nunca haviam surfado na vida, preferiram comprar os direitos da música do Chuck Berry para evitar complicações.

Mas enfim, porque eu estou relatando tudo isso? Porque recentemente andou circulando em alguns blogs um vídeo no YouTube onde uma dupla identifica 36 músicas com a mesma sequência de 4 acordes. Você provavelmente já deve ter visto, já que depois que um blog achou, dezenas de outros postaram também. Mas caso não tenha visto, assista aqui embaixo:

Embora os blogs roteadores de conteúdo tenham passado adiante esse vídeo, não lembro de nenhum ter feito algum comentário sobre ele. Será que esse vídeo relata 36 casos de plágio? Claro que não! O que acontece é que a sequência de acordes (E / B / C#m / A) é básica para quem está aprendendo um instrumento musical, e acaba sendo trivial em canções pop. Dá pra fazer o mesmo com diversas músicas nacionais, usando como base a sequência de acordes de “Será”, da Legião Urbana por exemplo. Isso não caracteriza plágio necessariamente. Muitas músicas de metal dos anos 80 possuem a mesma estrutura, a mesma “identidade musical”. Essa marca é característica também de certas batidas das músicas eletrônicas do fim dos anos 70 e início dos anos 80, que o Steve B. revitalizou um tempo depois. Dá pra fazer o mesmo com o pagode da segunda metade dos anos 90, e com o Axé então, nem se fala…

Prestem mais atenção nas músicas que vocês ouvem. Se bobear, vocês acharão mais uma sequência de notas que se repete em várias canções. Tipo o único sucesso dos The Strokes, cujo início é levemente parecido com o início de “American Girl” do grupo Tom Petty & The Heartbreakers.

Só não vá cair na lábia de John Lennon, que procurou uma música desconhecida do Chuck Berry, pegou metade da melodia e da letra de You Can’t Catch Me” e tranformou em “Come Together“. Até a maior banda de rock da história tem seus pecados…