27 Junho, 2009

MichaelJacksonDancando1

Pensei em várias coisas para escrever aqui. Na internet o tempo é tudo para caçar os internautas ávidos pela notícia. Pensei em tanta coisa para falar sobre Michael Jackson, mas no fim das contas não vou dizer nada. Não vou entrar no mérito de pedofilia, de fracasso e sucesso, nem se todo mundo era fã dele ou não. Eu era, e eu sei que eu era. Isso me basta.

Descanse em Paz, Michael!


”Se a vida começasse agora…”

29 Maio, 2009

“..e mundo fosse nosso de vez!”

rock-in-rio-01

Acaba de ser anunciado no site do RockinRio – Lisboa a próxima edição do evento para o ano que vem, e de quebra, já adianta que haverá um RockinRio no Brasil em 2012. O evento já passou por Madri (ano que vem também haverá um novo festival por lá), e segundo seu idealizador, Roberto Medina, vai chegar a outros países ainda.

(a porcaria do site não tem links separados por postagens. Você tem que entrar e procurar a notícia do dia 19 de maio)

Muita gente faz piada com o fato do evento que leva o nome da cidade do Rio de Janeiro no nome não ser mais realizado aqui. Muita gente acusa o Roberto Medina de não fazer o evento aqui porque não se reelegeu, mas não é tão simples. Um evento da magnitude do RockinRio não se sustenta apenas com os ingressos. É preciso patrocínio, e patrocínio pesado. Estamos falando de marcas nacionais ou multinacionais. E hoje, os grandes investidores, empresas que poderiam injetar grandes quantias de dinheiro num evento desses, não estão mais dispostos a patrocinar um evento que não leve sua marca no nome do evento. Basta fazer uma rápida lista: Oi Noites Cariocas, Coca-Cola Vibezone, Planeta Atlântida, Tim Festival… E em menor escala, as empresas que agora patrocinam uma casa em específico colocam sua marca no nome do estabelecimento, e centralizam seus esforços de Marketing Cultural ali, como Canecão Petrobrás, Vivo Rio, CitibankHall, Credicard Hall e HSBC Arena, dentre outros.

Eu honestamente fico feliz com a volta do RockinRio no Rio. Fui na edição de 2001, assisti as bandas que eu gostava na época, e voltei pra casa bem feliz. Roberto Medina já provou que é um bom negociador, e um empreendedor ousado, e acredito que ele encontrará uma maneira sustentável de trazer o evento para o patropi.


Jagger Roots!

26 Maio, 2009

Mick Jagger está em estúdio gravando com Stephen e Damian Marley, filhos da lenda Bob Marley. Eles estão reunido em Hollywood, Estados Unidos, preparando um CD que contará ainda com a participação do tá-em-todas Bono Vox, e outros astros da música mundial, e cuja renda será revertida para a caridade.

Jagger já gravou com o não menos lendário Peter Tosh o hit “Don’t look back”, e na época, os Rolling Stones levaram Peter Tosh a assinar um contrato com a gravadora Virgin. Isso deu uma grande alavancada na carreira solo de Tosh, interrompida em 11 de setembro de 1987 quando foi assassinado em sua própria casa por 3 homens. É esperar pra ver…

mick-jagger


Morrisey 50 anos!

25 Maio, 2009

Sou da geração que pegou o The Smiths no fim, e teve que se contentar com os restos. Via meus amigos de escola com os CDs pra lá e pra cá, mas nunca me interessei em conhecer a obra do grupo. Ouvi um amigo fazer a infeliz comparação “eles são a Legião Urbana cantando em inglês”, e caí na armadilha do preconceito. Do alto dos meus sábios 14/15 anos achei que fazer qualquer comparação com Legião Urbana seria um sacrilégio, e “decidi” não gostar de The Smiths. Sempre que uma namorada, amigo ou conhecido vinha me oferecer uma oportunidade de ouvi-los eu dizia que não gostava, mesmo sem nunca ter ouvido uma música inteira.

 Aí, anos depois, você está num restaurante fast-food tendo uma big de uma DR na hora do almoço, onde ela não apenas termina o namoro, mas joga na cara todos os defeitos que você tem e os que você não tem (e esses últimos é que são os mais cruéis). Você chora, odeia o mundo, odeia todo mundo por alguns minutos. Depois de alguns dias você está no metrô, voltando do trabalho. Começa a aceitar que ela não vai voltar mesmo, e resolve ouvir um som. Só que as músicas do seu mp3 você já sabe de cor e salteado. Você precisa de novidade. E ao colocar na primeira estação de rádio que pegue, você dá de ouvidos com Suedehead. Putz! Então era isso que ele queria dizer? Uma música que você não precisa ler a letra ou tradução para entender do que se trata. “I’m soooo sorryyyy…”. Um marco.
Tem gente que acha o Morrisey um saco e tem horror ao que ele representa. Não as culpo. Gostar de músicas com tanta carga emocional é, indiretamente, assumir que a gente não é mais criança e que entende a complexidade que é viver.
Ouvi os CDs depois de algum tempo de lançados, e fico com um certo pesar de não tê-lo curtido na adolescência, onde tudo teria sido mais clichê, mas acho que teria sido mais legal.

E foi pra celebrar tudo isso que Morrissey comemorou, nesta última sexta-feira (22), seu aniversário de 50 anos em sua cidade natal. No palco do Manchester Apollo foi aplaudido de pé pelo público que esgotou os ingressos em 15 minutos. Embora um pouco previsível, o show começou com a emocionante “This Charming Man”, dos Smiths. Na seqüência, alguns singles e hits da carreira solo e de sua antiga banda.
Morrissey, estranhamente bem humorado, disse que não era um “cinquentão”: “Eu estou fazendo quarenta e dez”.

 

 

Reed Richards?

Reed Richards?

Fico pensando nessas bandas que voltam do limbo, como Duran Duran (que não vingou novamente apesar do competente “Astronaut”), The Police, Queen e afins. Sou um pouco preconceituoso com esses revivals, mas quer saber? O The Smiths podiam voltar! Os integrantes estão aí, os fãs lotam os shows solo do vocalista, marmanjos de 30 e poucos ainda deixam escapar um sorrisinho besta ao ouvir os primeiros acordes de sua música favorita do grupo. O que falta? Eu iria num show deles, e iria feliz. Se bobear, ainda passo na Saara antes, compro uma pochete preta, boto um jeans surrado e vou com camisa da Legião Urbana.


Cinco perguntas musicais: Dorly Neto

9 Abril, 2009

cpmHello people! Quando eu voltei a blogar no ano passado uma das primeiras pessoas que conheci aqui foi o Dorly Neto. Editor do blog Capetalismo (que está de volta à ativa agora), Dorly é um exemplo de garoto prodígio da blogosfera carioca. Acaba de ingressar na faculdade de jornalismo, e está trabalhando com a equipe de Sydnei Resende, um dos jornalistas mais respeitados do Brasil, ajudando a dar uma cara mais jovem e dinâmica ao site do jornalista. Dorly é a prova viva da força da nova geração que usa a internet como meio de comunicação e não apenas como entretenimento. Além disso tudo, ele também é uma pessoa de ótimo gosto musical (nosso podcast sai ou não sai, hein rapaz?). Dorly, se abre com a gente:

 

1 – Você canta ou toca algum instrumento?

Desde os 11 anos eu assimilei o Rock com o bom senso. Mas eu só pude comprar uma guitarra com 14 anos e entrar em uma aula com 16, e mesmo assim só aprendi o básico, que para mim já está sendo o suficiente.

 

2 – Qual o melhor show que você já foi?

Em cada momento musical da minha vida um show me marcou. O primeiro de todos foi Pearl Jam, na Apoteose, com 40 mil pessoas compartilhando aquele momento comigo. Foi emocionante, pois foi a banda que me iniciou no ritmo das cordas pesadas!

G3 foi algo de encher os olhos de lágrimas também, principalmente por ter a chance de ver Eric Johnson na minha frente! Deep Purple e Whitesnake também não ficam atrás. Como bandas brasileiras, eu lembro claramente do Hangar, Andre Matos e Tuatha de Danann.

 

3 – Qual show você perdeu e gostaria de ter ido?

Muitos, a maioria em São Paulo e outros que não pude ir mesmo. Destaco Dream Theater, Judas Priest, Sonata Arctica, Edguy, Avantasia, Dio e muitos outros. =/

 

4 – O que falta no cenário musical de hoje na sua opinião?

Criatividade nas bandas, sério! Os músicos foram muito mal acostumados. Antigamente eles faziam as músicas, as pessoas os cultuavam, compravam muitos CD’s e pronto, bolso cheio. Hoje o público é mais seleto, há muita música no mercado, e para se destacar só tendo um diferencial.

Muitas bandas estão oferencendo muito mais que as músicas, e é assim que tem que ser. Hoje o povo gosta de ter contato direto com a banda, há pessoas que ficariam desnorteadas por terem seus fãs do coração os seguindo no Twitter por exemplo, contato direto!

 

5 – O que vc acha dessa onde de bandas antigas voltarem à ativa, como Faith no More, Depeche Mode, Duran Duran, B52´s entre outros?

Eu simplesmente amo isso. Se Whitesnake, Deep Purple e muitas outras bandas tivessem parado assim que suas formações antigas acabaram, eu não teria tido o prazer de tê-los assistido, e digo mais: foram os melhores momentos da minha vida!

Vão me xingar, mas o melhor retorno de todos foi o do Queen, dividindo o palco com Paul Rodgers, em um lindo tributo às duas carreiras maravilhosas! Levei minha namorada neste show e foi o primeiro da vida dela, isso marcou muito!

Agora imagina se as pessoas tivessem continuado sendo “viúvas de Freddie” ? Não teria tido este momento maravilhoso!


Love me like a Reptile!!!!

6 Abril, 2009

Se tem um cara que eu queria ser quando crescer, é o Lemmy! Há 3 décadas ele mantém o Motörhead como uma das melhores bandas de metal do mundo, e ainda por cima diz que o mérito é todo do público:

 

“Os fãs do Motörhead são a prova de que o rock nunca morrerá. Eles mantém canções como ‘Overkill’ vivas por três décadas, então não há razão para deixar essas músicas de fora do show. Preparem-se para a diversão!”, afirmou Lemmy do alto de seus 63 anos.

 

 

 

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Em breve o trio estará no Brasil para 4 shows (Curitiba, Fortaleza, Recife e São Paulo). A única coisa que eu reclamaria é de não ter show no RJ, mas cá entre nós, quem sou eu pra falar de Deus.